História da União de Freguesias de Cepães e Fareja
Criação da União de Freguesias
No ano de 2012 foi elaborada a Lei 22/2012, de 30 de maio, que pôs fim à autonomia administrativa de muitas freguesias no país, incluindo várias no concelho de Fafe. Algumas freguesias foram agrupadas para diminuir o número dessas autarquias locais.
Após várias reuniões de uma Comissão eleita para o efeito pela Assembleia Municipal, este órgão deliberou, em dezembro de 2012, constituir a União de Freguesias de Cepães e Fareja. Esta decisão foi posteriormente ratificada pela Lei 11-A/2013, de 28 de janeiro de 2013.
No concelho de Fafe, o número de freguesias diminuiu de 36 para 25. Fareja passou a ficar unida à freguesia de Cepães desde 28 de janeiro de 2013.
Origens Históricas
Cepães 1008 – 2026, mil e dezoito anos de história, pois o primeiro documento conhecido onde se refere Cepães data do ano de 1008.
Em 1157, Cepães volta a ser motivo de registo, quando Pedro Toderigues doa à Sé de Braga os bens que possuía em diversas igrejas, entre as quais a de São Mamede de Cepães:
“Do illam de bona voluntate quantum ibi habeo. De alia ecclesia de Sancto Mamete de Toureli do integram, est mea et de mesos parentes.”
Já em 1258, surge nova referência a Cepães, agora nas Inquirições de D. Afonso III:
“Hic incipit inquisitio Ecclesie Sancti Mametis de Zapaes et omnium parrochianorum ejusdem Eclesie ipsius loci…”
Como se depreende, Cepães é uma terra com origem muito remota, aparecendo citada ao longo dos séculos pelos mais variados motivos.
Evolução administrativa
Cepães foi Honra e posteriormente concelho, englobando as freguesias de Santa Cristina de Arões e de São Martinho de Fareja, chegando a ter juiz ordinário e dos órfãos.
Segundo a tradição, o concelho de Cepães teria forca no Lugar dos Alardos, sendo o tribunal no Lugar do Paço
Localização e limites
A freguesia de Cepães situa-se a sudoeste da cidade de Fafe, a cerca de 4 km da sede do concelho e a 38,7 km de Braga, sede do distrito e arquidiocese, província do Minho.
É limitada a norte pelas freguesias de Arões (São Romão) e Golães; a sul pela extinta freguesia de Fareja; a nascente pelas freguesias de Armil e Fafe e a poente pela freguesia de Arões (Santa Cristina).
Território e paisagem
Tem uma área aproximada de 3,48 km², sendo atravessada pelo Rio Vizela, oferecendo, nas suas margens, uma zona plana, seguindo-se depois terrenos a meia encosta, onde se situam alguns outeiros e altos, que proporcionam uma paisagem deslumbrante. Para tal, basta subir à Retortinha e à Carreira, ou, então, na margem direita do rio, até ao cimo da Gaia.
No fundo do vale corre o rio Vizela, com o seu pequeno afluente – o ribeiro da Gaia ou de Santa Cristina, a dar vida à agricultura e a diversas indústrias.
O habitat é relativamente disperso, embora os lugares acabem por ser compactos, isto é, as casas aglutinaram-se à volta dos caminhos e das ruas.
Vias de comunicação
Relativamente às vias de comunicação, se outrora o caminho-de-ferro serviu a freguesia, constituindo um importante polo de desenvolvimento, a abertura de novas vias e a recuperação das existentes proporcionaram uma melhoria significativa das condições de vida e impulsionaram a expansão da construção civil.
À antiga estrada municipal que liga Fafe a Fareja e à Estrada Nacional 101 (Guimarães – Felgueiras – Amarante), juntava-se uma via que partia do Largo do Terreiro em direção a Porinhos, já em Arões (São Romão), permitindo a ligação à Estrada Nacional 206, que une Vila do Conde, Famalicão, Guimarães, Fafe, Vila Pouca de Aguiar e Bragança.
Posteriormente, uma nova estrada veio rasgar a montanha, estabelecendo a ligação à freguesia de Armil.
Quanto aos caminhos, se outrora não passavam de simples “quelhas”, são hoje vias estruturantes que asseguram o acesso a todos os lugares da freguesia.
Origens Históricas
Esta terra de Fareja, tão aprazível quanto é, faz supor que tenha sido habitada desde tempos muito remotos.
A escassa documentação existente é pouco clara e inconcludente, aproximando-se apenas da origem do nome da freguesia. Ainda assim, não ultrapassamos o estádio da dúvida e do limite da interpretação dos historiadores.
Etimologicamente, em língua árabe, Fareja quer dizer “prazer”. É uma localidade onde dá prazer viver. A evolução do nome poderá ter passado por várias versões: Farega; Faregia; Farecha; Fareija; Farejo; Faraya; Fareia; Fareja.
Documentação histórica e administração
A documentação mais antiga encontrada é do ano de 965. Nela foi registado um compromisso de serviço doméstico, espécie de contrato individual de trabalho daquele tempo.
Em 960, um senhor chamado Astrulfo vendeu a outro chamado Zamário e à senhora Fareja os bens que possuía na vila de São Martinho:
“…in villa de Sancto Martino et in Paratelias (será Portela?) in villa Madiana et in villarwe super Sanctum Martinum”
Poderá ter sido o nome de uma pessoa que originou o nome da terra. Já naquele tempo, a terra estava consagrada a São Martinho.
Em 1008, houve a doação da igreja de São Martinho de Fareja ao Mosteiro de Guimarães. Documentos posteriores referem vendas de propriedades.
Cerca de século e meio depois, há documentos que mencionam “…igreja de Faregia”.
Inquirições e Referências Medievais
Nas inquirições de 1220, o rei D. Afonso II registou oito casais em Fareja (in Sancto Martino de Farecha), incluindo Roriz (Raariz), o casal da Quinta (Quintana) e o Hospital.
Em 1258, reinado de D. Afonso III, são mencionados Cavaterra (Cavatoio), novo Rooriz, Cruz (Cruce) e Oleiros (Olarius), que hoje pertence a Serzedo, além de campos da freguesia.
Em 1290, nas inquirições de D. Dinis, surge novamente referência à freguesia de São Martinho de Fareja.
Alguns autores afirmam que existiu uma cidade chamada Aufrágia (Eufragia, Aufragia) na área da freguesia, destruída pelos persas em 965, ou segundo outras versões, pelos normandos ou pelo mouro Alcoraxi, rei de Sevilha.
Localização e Limites
A freguesia pertenceu quase sempre ao concelho de Guimarães.
Em 1832, com a reorganização administrativa, o País foi dividido em províncias, comarcas e concelhos. Em 1835, o concelho de Monte Longo incorporou a Honra de Cepães e os Coutos de Pedraído e de Moreira de Rei, formando o concelho de Fafe. Fareja continuava a ser de Guimarães.
Até finais de 2012, era uma das trinta e seis freguesias do concelho de Fafe, distrito de Braga.
Os seus limites confrontam com as freguesias de Cepães, no concelho de Fafe; com Serzedo, Infantas e Calvos, no concelho de Guimarães; e ainda com Jugueiros, no concelho de Felgueiras.
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